terça-feira, 7 de maio de 2013

Reabilitação Virtual: Videogame interativo ajuda na fisioterapia.


Com o uso de game que trabalha os movimentos do jogador, fisioterapeutas elevam a qualidade de vida dos pacientes



Nos últimos três meses, o Hospital Unimed de Criciúma (SC) utiliza um novo tipo de tratamento. Os fisioterapeutas Moisés Moraes Antunes e Morgana Lima Sombrio levaram o videogame para o ambiente hospitalar, ajudando pacientes de todas as idades. Instalado em um móvel com rodinhas, o console viaja de quarto em quarto para sessões de cerca de 30 minutos, possibilitando um tratamento eficiente e divertido.
Os jogos interativos permitem que o paciente se exercite e também se divirta ao executar os movimentos que seriam monótonos com a fisioterapia tradicional. As sessões são acompanhadas pelos fisioterapeutas, que cuidam para que a pessoa se movimente na medida certa, sem exceder seus limites.
— Para o paciente crônico, que está há três, quatro semanas no hospital, tudo é muito chato. A comida não tem sabor, o quarto não tem graça. Para isso, uma estratégia que procuramos na fisioterapia é o videogame — aponta o fisioterapeuta.
Antunes conta que os movimentos das sessões com o videogame também ajudam no pós-operatório de diversos pacientes, que precisam estar ativos e saudáveis para receber alta.


Tratamento tira o foco da dor
No momento, três pacientes fazem o tratamento. Um deles é Cleverton Griz, 50 anos, hospitalizado há seis meses devido a uma hérnia de disco. Para Griz, que toma medicação forte a cada quatro horas para suportar a dor crônica, as sessões com o videogame representam uma abençoada distração.
— Consigo ficar 50 minutos sem focar na dor. O jogo me motiva, às vezes faço um movimento de alongamento que não faria na cama. Dá para ver que realmente funciona — conta Cleverton, fã do jogo de tênis, um dos cinco usados no tratamento (os outros são golfe, beisebol, boxe e boliche).
Além de estar mais animado e motivado para se movimentar, Griz parou de utilizar os antidepressivos que o auxiliavam no tratamento.


Como os videogames ajudam a fisioterapia
> Novidade: permite que o paciente faça os movimentos necessários, mas de um modo mais interessante do que na fisioterapia convencional.
> Motivação: ainda que dispute contra um adversário virtual, o paciente se sente motivado a vencer e mais disposto a cumprir metas e a superar desafios.
> Bem-estar: no jogo, a pessoa se distrai, sente-se entretida e motivada, o que libera endorfinas e proporciona uma sensação prazerosa e de relaxamento.
> Sem rotina: as longas internações e doenças crônicas afetam o estado emocional do paciente, o que pode causar depressão. Um tratamento que envolva descontração ameniza o clima e a rotina associados à doença, dá ânimo e acelera a recuperação.


Fonte: Zerohora

domingo, 5 de maio de 2013

Sessão de fisioterapia, que custa em média R$ 100, vale R$ 5,60 para planos de saúde


 A baixa remuneração é uma das principais reclamações dos profissionais de saúde que atendem a convênios médicos. De acordo com a fisioterapeuta Marlene Izidro Vieira, presidente da Fenafisio (Federação Nacional de Associações de Prestadores de Serviço de Fisioterapia), o valor pago pelos planos por um atendimento fisioterapêutico de 50 minutos varia de R$ 5,60 a R$ 23, enquanto a consulta particular custa, em média, R$ 100.
— Estamos sem reajuste há 20 anos e isso é absolutamente preocupante. Como um fisioterapeuta pode oferecer um serviço de qualidade se a remuneração de R$ 5 sequer dá para sobreviver?
A má remuneração não se restringe apenas aos fisioterapeutas. O otorrinolaringologista Florisval Meinão, presidente da APM (Associação Paulista de Medicina), avisa que o valor pago pela consulta médica na sua área é de R$ 60 enquanto um procedimento cirúrgico de amigdalas, por exemplo, varia de R$ 75 a R$ 90.
— Recebemos quase o mesmo valor para consulta e cirurgia sendo que a complexidade dos procedimentos é totalmente diferente. Como o valor da cirurgia é muito irrisório, é preferível atender apenas no consultório.
O médico acrescenta que a média de remuneração de um parto é de R$ 250, da retirada do útero é de R$ 265 e do exame de eletrocardiograma é de apenas R$ 6. Diante da desvalorização dos serviços prestados pelos profissionais de saúde, Meinão reconhece que o atendimento do paciente fica prejudicado.
—O descaso dos convênios com os profissionais da saúde afeta diretamente o paciente. A saúde não pode ser tratada desta forma.
A odontologia também vive essa crise e recebe dos convênios R$ 14 por consultas de emergência, R$ 18 por restauração de resina composta e R$ 22 por cirurgia de extração dentária, conforme adverte o cirurgião-dentista Claudio Miyake, presidente do Crosp (Conselho Regional de Odontologia –  Regional São Paulo).
— Não podemos nos conformar ou ficar apáticos com a situação que a saúde vive hoje. Precisamos reverter o quadro.
Pesquisa APM
Os índices de insatisfação dos profissionais de saúde com os convênios são estratosféricos, ou seja, quase a totalidade se diz descontente, segundo uma pesquisa realizada com 5.000 médicos, fisioterapeutas e dentistas brasileiros entre os dias 3 e 14 de abril, e divulgada nesta terça-feira (23).
Exatamente pelo descontentamento e pela baixa remuneração, de acordo com a pesquisa, mais da metade dos profissionais confirmou a redução do número de procedimentos e cirurgias. Nos últimos cinco anos, 97% dos médicos e dentistas e 96% dos fisioterapeutas não tiveram reajustes que permitiram recompor satisfatoriamente os custos envolvidos na prática profissional.

Fonte: R7

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Tratamento causa 'curto-circuito' nos nevos para aliviar a dor intensa


Técnica usa sonda "congelada" que cria queimadura de gelo no nervo e interrompe o sinal de dor para o cérebro

Pesquisadores da Stony Brook Medicine, nos EUA, demonstraram que um tratamento não farmacológico pode ser eficaz no alívio da neuralgia, dor em um ou vários nervos.
A abordagem, que coloca uma pequena bola de gelo sobre os nervos danificados por meio de um tratamento minimamente invasivo de radiologia chamado cryoneurolysis, é capaz de causar curto-circuito na dor crônica causada por danos aos nervos.
O líder da pesquisa, William Moore e seus colegas aplicaram cryoneurolysis em 20 pacientes que foram avaliados através de um questionário de escala de dor imediatamente após o tratamento, durante uma semana, um mês e três meses de acompanhamento após o procedimento inicial.
A dor dos pacientes reduziu de uma média de 8 de 10 na escala de dor para 2,4, uma semana após o tratamento. O alívio da dor foi mantido por cerca de dois meses após o procedimento. A dor aumentou para uma média de 4 de 10 na escala depois de seis meses devido à regeneração nervosa.
"Neuralgia pode ser difícil de tratar, sozinhos, os medicamentos muitas vezes não ajudam a aliviar a experiência de dor intensa dos pacientes e os efeitos colaterais desses medicamentos são comuns. Cryoneurolysis é uma opção de tratamento inovadora, com um efeito que é equivalente à remoção do isolamento de um fio, diminuindo a taxa de condutividade do nervo. Poucos sinais de dor significam menos dor, e o nervo permanece intacto", explica Moore.
Como funciona
Cryoneurolysis usa uma pequena sonda, que é resfriada a menos de 50 ou 70 graus Celsius, criando uma queimadura de gelo ao longo da camada mais externa do nervo. Isto interrompe o sinal de dor para o cérebro e alivia ou elimina a dor, permitindo que os nervos danificados voltem a crescer saudáveis.
Durante o procedimento, um radiologista faz um corte na pele, perto da fonte de dor e insere uma pequena sonda. Sob orientação de imagens de tomografia, a sonda é empurrada através da pele até os nervos afetados. Resfriada com um gás pressurizado, a sonda cria cristais de gelo ao longo da extremidade dos nervos.
Segundo Moore, a cryoneurolysis geralmente proporciona um efeito analgésico que tem a duração de semanas a meses, sem danificar as estruturas congeladas. A eficácia do tratamento varia de acordo com os pacientes, dependendo do local da lesão do nervo. Nervos que respondem bem ao congelamento incluem os nervos ilioinguinal, nervos intercostais e nervos superficiais femorais.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

NOVO DISPOSITIVO MELHORA REABILITAÇÃO MOTORA DE PACIENTES APÓS AVE

Pacientes cujos progressos estagnaram após tratamento convencional apresentaram novos picos na recuperação com o novo sistema
Cientistas da Nanyang Technological University (NTU) desenvolveram um novo dispositivo que melhora a reabilitação de pacientes com acidente vascular cerebral (AVC).

A invenção permitiu que pacientes de derrame que haviam passado por reabilitação convencional por um ano ou mais e tinham atingido estagnação em sua recuperação, conseguissem fazer progressos significativos na sua capacidade de realizar as tarefas diárias, de acordo com os pesquisadores.

O estudo revela que alguns destes doentes recuperaram até 70% da pontuação clínica em função motora em apenas um mês de tratamento.

"Enquanto os sistemas de reabilitação atuais beneficiam muitos pacientes, há também outros pacientes que ainda têm dificuldades exercer atividades diárias como segurar um garfo ou beber de um copo, apesar das sessões de reabilitação. O novo sistema trabalha dando feedback em tempo real para os pacientes sobre o que está acontecendo em sua mente e em seus músculos. Os pacientes que usam SynPhNe sabem onde os seus problemas estão e podem trabalhar lentamente para superar cada problema, em vez de se sentir frustrado e passar por um longo e doloroso processo de tentativa e erro quando suas melhorias não são visíveis", afirma o criador do dispositivo John Heng.

Como funciona:

SynPhNe ou Plataforma Physio Neuro-Sinérgica, consiste de um software conectado a um fone de ouvido especialmente concebido com sensores neurais e uma luva sensorial. O dispositivo foi projetado para ser usado facilmente por pacientes com AVC, que normalmente têm o controle de apenas um braço.

Estes sensores fornecem feedback sobre o estresse, a atenção e os níveis de relaxamento da mente e de quais músculos estão sendo ativados ou inibidos pelo paciente. O software contém vídeos instrutivos para os movimentos dos membros que o paciente pode imitar e melhorar seu desempenho em várias tarefas.

Informações do sensor são exibidas em tempo real através da tela do computador para que o paciente esteja consciente do que está acontecendo em sua mente e corpo ao se submeter a exercícios de reabilitação.

Segundo Heng, enquanto o multi-modelo de aprendizagem associativa é conhecido por ser útil no desenvolvimento de bebês e na educação, é a primeira vez que sua equipe de pesquisa está adaptando-o para terapia de acidente vascular cerebral. Testado em 10 pacientes até à data, ele tem se mostrado muito eficaz na aceleração da recuperação de doentes com AVC.

Na aprendizagem associativa, um paciente vai descobrir a ligação entre causa e efeito, ou a intenção e o resultado físico. O paciente aprende o que ele quer fazer e o que está realmente acontecendo com seus membros. Isso ajuda o paciente a auto-corrigir movimentos para combinar ações pretendidas.

"Por exemplo, se um paciente quer mover seu punho, mas seu punho não está se movendo, SynPhNe será capaz de mostrar-lhe que a sua mente tinha enviado um sinal, os músculos receberam, mas como os músculos de apoio e oposição estão apertados , ele vai precisar relaxar o músculo oposto, a fim de mover o pulso", explica o pesquisador Banerji Subhasis.

Ensaios com pacientes ainda estão em andamento e 10 pacientes foram submetidos a testes por 12 sessões, com duração de 90 minutos. Durante um período de quatro semanas, todos eles mostraram alguma melhora nas escalas clínicas. Verificou-se que pacientes com dificuldade de controle manual e problemas de fraqueza na mão foram os que mais melhoraram, em vários casos, até 70%.

Além da realização de ensaios adicionais envolvendo mais 50 pacientes, o próximo passo para os cientistas é formar uma empresa start-up para transformar o protótipo em um kit de terapia portátil para uso doméstico. Este kit deverá ser mais barato do que os sistemas de reabilitação robóticos no mercado, que podem custar muito alto.

Fonte: R7 Notícias

terça-feira, 9 de abril de 2013

Dicas De Um Fisioterapeuta: Homenagem aos Fisioterapeutas: pela valorização do...

Dicas De Um Fisioterapeuta: Homenagem aos Fisioterapeutas: pela valorização do...: Vejam como é importante o papel do Fisioterapeuta na sociedade. Valorizem estes profissionais, pois os mesmos tem muito a doar para a população.
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