domingo, 22 de setembro de 2013

COFFITO: Consulta Pública Saúde Coletiva

O COFFITO,  através do Grupo de Trabalho da Saúde Coletiva reconhece a participação dos profissionais na construção das profissões , sendo um ingrediente essencial de sua forma coletiva de gestão.
 No seu dia a dia, o COFFITO está comprometido em dialogar com os fisioterapeutas e os terapeutas ocupacionais, tanto em espaços formais – associações, sindicatos, eventos, conferências - como em Consultas Públicas, no site e redes sociais.
É com esse princípio que propomos esta Consulta Pública com o tema:
 
Saúde Coletiva é uma especialidade ou uma área de atuação das nossas profissões?”
 
Hoje o COFFITO possui as Resoluções 363/09 e 371/09, que reconhecem tanto na Fisioterapia como na Terapia Ocupacional esta especialidade.
No entanto, com o passar dos anos e com a dinâmica da evolução das especialidades e áreas no campo de atuação, surgiram questionamentos referente ao tema abordado por esta consulta.

Com o desejo de ajustarmos as normas, à realidade dos fatos e para que possamos construir juntos as nossas profissões, solicitamos a sua participação.



Fonte: Coffito

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Fisioterapia Ocular




A fisioterapia ocular visa prevenir, tratar e reabilitar os distúrbios da visão sensorial e motora através de treino e exercícios nos músculos extraoculares, a fim de corrigir distúrbios no olho e a recuperação da funcionalidade visual e o posicionamento dos eixos oculares que provocam desconforto nas atividades de vida diária tanto na visão de perto quanto para longe, causando sintomas como: cefaléias (dores de cabeça), desconforto nas leituras, dupla imagem, tensões cervicais, torcicolos, desequilíbrio postural, bem como, baixa visual em crianças até o final da 1ª infância.
O psicológico também pode ser afetado pela estética visual dependendo do grau de desvio ocular. 

O estrabismo pode ser de causa genética, congênita ou adquirida por fatores como: infecções gestacionais, infantis ou na fase adulta, traumas, doenças neurológicas e vasculares. 
As indicações mais frequentes para fisioterapia ocular, além do estrabismo, podemos destacar: as ambliopias, visão subnormal, insuficiência de convergência, crianças na primeira infância que apresentem desalinhamento dos eixos oculares, paralisias transitórias oculomotoras, pacientes que tenham queixas relacionadas com a leitura, uso de computadores e vídeo games com ou sem refração, pré e pós operatório de estrabismo, pacientes neurológicos como: paralisia encefálica, traumatismo crânio encefálico, AVE, tumores, aneurismas. Pode ser aplicada também como forma de prevenção no fortalecimento dos músculos oculares.
Queixas comuns entre estudantes - Os estudantes muitas vezes apresentam dores de cabeça e na região dos olhos; sensação de cansaço visual; excessivos movimentos de cabeça ao ler; perda freqüente do lugar de leitura; omissão de palavras ou letras e ainda salto de linhas; lapsos de atenção; dificuldade em transcrever textos.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Fadiga é um dos sintomas mais comuns da esclerose múltipla


Fisioterapia pode aliviar incômodos da esclerose, como fadiga, depressão e alterações urinárias e sexuais

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a esclerose múltipla afeta cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo. A doença inflamatória, degenerativa e sem cura, compromete áreas do cérebro, nervo óptico ou medula espinhal. E pode ter sintomas variados, como embaçamento da visão com dor ocular, visão dupla, vertigem ou tontura, falta de coordenação nos movimentos, incontinência urinária, disfunção erétil e raciocínio lento. No entanto, fadiga intensa, fraqueza ou adormecimento de membros são os que mais prejudicam as atividades diárias do portador, por serem mais frequentes.

Segundo a fisioterapeuta Marcela Batistuta, ela causa falta de motivação e de sono, sensação de incapacidade e diminuição de libido ou desejo sexual. “A fadiga é o sintoma mais comum da esclerose múltipla e é descrita como um cansaço intenso, que não tem relação com o nível de atividade nem com o grau de incapacidade física. Pode ocorrer diariamente e mesmo após uma noite de descanso. Tende a piorar com o progresso do dia e a se agravar com o calor e a umidade. Aparece facilmente e de repente. É geralmente mais severa que a fadiga normal e é mais provável que interfira nas responsabilidades diárias”, explica.

A especialista em Reeducação Postural Global (RPG) destaca que a fadiga afeta entre 70% e 90% dos portadores de Esclerose Múltipla, sendo o sintoma mais difícil de tratar e compreender, por ser invisível. “Sua ocorrência pode causar equívocos, especialmente entre família, amigos e empregadores. Os membros da família podem pensar que uma pessoa com Esclerose Múltipla não está fazendo o que pode; problemas sexuais podem surgir entre os parceiros, e os empregadores podem rotular a pessoa de preguiçosa. Porém, a fadiga pode ter um impacto devastador sobre as atividades diárias, o bem-estar geral e a situação no emprego.

O diagnóstico é realizado por um neurologista e, embora não exista cura, acompanhamento adequado pode manter portadores mais ativos. O tratamento dos surtos é realizado com corticoide intravenoso durante três a cinco dias, que promove recuperação mais rápida, mas há medicamentos para reduzir a frequência e a intensidade dos surtos e retardar a progressão da doença. Fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional podem aliviar incômodos, como fadiga, depressão, alterações urinárias e sexuais.

terça-feira, 16 de julho de 2013

DESEQUILÍBRIO MUSCULAR: FATOR DETERMINANTE NA OCORRÊNCIA DE LESÕES

O equilíbrio muscular é um dos quesitos fundamentais para o desempenho do corredor e a prevenção de lesões. Este conceito diz respeito à obtenção de um equilíbrio adequado entre as forças de grupos musculares, que ocorre quando comparamos músculos de um mesmo membro, como na análise comparativa entre perna direita e perna esquerda.

Naturalmente, existe uma pequena diferença de força entre, por exemplo, os músculos extensores (quadríceps) da perna direita e da esquerda, devido ao lado dominante. Entretanto esta diferença não pode ser muito acentuada.


Quando a diferença execede um certo limite, caracterizamos um desequilíbrio muscular. Também é importante que as forças de músculos com funções antagônicas de uma mesma perna, como flexores e extensores tenham uma relação adequada. No caso, os extensores são músculos mais fortes que os flexores, porém, quando esta diferença se torna muito acentuada, o que é até um fato que ocorre com frequência, os músculos flexores, que são os posteriores da coxa, se tornam mais vulneráveis.

Esta é a razão da grande incidência de lesões musculares na face posterior da coxa. O desequilíbrio muscular não ocorre somente entre flexores e extensores do membro inferior. Pode aparecer entre adutores e abdutores, e entre outros grupos musculares, além dos membros inferiores como flexores e extensores do tronco.

Círculo vicioso

Os desequilíbrios musculares podem aparecer, por exemplo, em função de sequelas de lesões pregressas. Quando um determinado músculo não recupera sua força após um período de desuso por lesão, certamente se estabelece um desequilíbrio muscular com músculos sinérgicos e antagônicos, gerando uma vulnerabilidade capaz de aumentar a probabilidade de aparecer uma nova lesão.


Assim, cria-se um verdadeiro círculo vicioso que só será quebrado quando corrigirmos o desequilíbrio muscular. Outra causa de desequilíbrios é o fortalecimento inadequado de determinados grupos por razões estéticas. O desequilíbrio muscular não afeta apenas a probabilidade de ocorrer lesões.

Para o corredor, uma musculatura desequilibrada compromete também a biomecânica e a eficiência da corrida, prejudicando sensivelmente o desempenho. Para evitar e corrigir desequilíbrios musculares, o atleta deve sempre se preocupar em procurar um profissional com formação acadêmica adequada para orientar a solicitação das avaliações para diagnóstico e tratamento individualizado.




domingo, 14 de julho de 2013

Método que une RPG e psicanálise promete corrigir a postura

  • Fernando Donasci/UOL
    Carlos Barreiros (à esq.) diz que seu método visa reajustar as sensações e reequilibrar a imagem corporal
    Carlos Barreiros (à esq.) diz que seu método visa reajustar as sensações e reequilibrar a imagem corporal
Pessoas sentindo muita dor no corpo e que já tentaram de tudo. Este é o perfil dos pacientes que chegam ao Instituto Barreiros, em São Paulo. Fundado por Carlos Barreiros, fisioterapeuta com formação em acupuntura, psicanálise e homeopatia, e que passou anos se atualizando na França antes de criar um novo método: o RPG/RPM (reeducação postural global e reequilíbrio proprioceptivo e muscular).

Ele conta que essa técnica trabalha as linhas de cadeias musculares (método terapêutico de correção postural que considera o sistema muscular de forma integrada, organizando os músculos) e as estruturas dinâmicas que se propagam em diferentes direções e planos musculares, para assegurar a estática, o equilíbrio e o movimento do corpo.

"É a neurociência aplicada ao corpo", diz ele, garantindo que o maior ganho é mesmo no aspecto dos resultados clínicos, que são rápidos e não a longo prazo como nos outros métodos. "Isso porque estudamos toda a patobiomecânica - a alteração dos eixos mecânicos do corpo, ou seja, um desalinhamento que leva à sobrecarga nas articulações, gerando dores, desgaste articular e má postura - associando-a aos estudos das tensões dos órgãos internos e correlacionando tudo isso às suas condições psicomportamentais". 

Segundo o fisioterapeuta, exercícios e alongamento melhoram a postura, mas não corrigem o problema. "Já a correção neurológica muda a imagem e o esquema corporal, pois dentro de nós temos uma fotografia que controla nossa postura".

Para explicar melhor, ele faz uma comparação: "É como a pessoa anoréxica. Ela está magérrima, mas se olha no espelho e se vê gorda. Com a postura é a mesma coisa. Se a imagem errada que a pessoa tem não for alterada, volta tudo de novo. Claro que existe também o componente genético. Nosso papel é impedir que os problemas se acentuem".

Bombardeamento neurológico

Ele esclarece que a pessoa pode fazer exercícios, ioga e alongamento, que são bons para melhorar a dor, mas quando parar, tudo voltará, o que causa desmotivação.  Para tratar o paciente, Barreiros diz que faz "um bombardeamento neurológico, estimulando o corpo em toda sua proporção e suas sensações corporais para um bom alinhamento biomecânico".

O fisioterapeuta chama seu trabalho de "um reequilíbrio somático emocional", voltado à conscientização, às dores e aos conteúdos inconscientes. Como se fosse uma ponte entre a psicanálise e a fisioterapia, visando reajustar as sensações e reequilibrar a imagem corporal. Isso, segundo ele, é alcançado por meio de um tratamento físico unido com a auto-observação. "Partimos do princípio de que 'Sinto, logo existo'", diz ele, adaptando a famosa frase do filósofo francês René Descartes ("Penso, logo existo").

Esta metodologia, segundo Barreiros, o levou a fazer parte do grupo de Transdisciplinaridade Aplicada à Saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) , na qual dá palestras com frequência.

Eliminando a dor

O fisioterapeuta conta que a primeira coisa a ser feita quando o paciente chega ao instituto é eliminar sua dor. O próximo passo é colocá-lo na postura de correção.  "Pessoas chegam aqui geralmente com muita dor, após terem tentado vários tratamentos, com melhoras e pioras. Elas precisam passar por uma reeducação e perder todos os vícios. Não estamos simplesmente realizando procedimentos mecânicos sobre tecidos humanos e, sim, tratando emoções, ânimos e sentimentos, da mesma forma que interferindo no bom funcionamento orgânico e postural".

Porém, ele admite que não faz milagres e que há pessoas que chegam até ele muito tarde, com dores excruciantes, compressão nervosa, formigamento e perda de força. Nesses casos, ele diz que a única solução é a cirurgia. "Não existe um método que dê conta de tudo. Há casos de pacientes com hipertensão e diabetes que não podem passar por cirurgia. Então, procuramos deixá-los mais assintomáticos, mas eles terão de conviver com o problema."

Depressão

Muitas pessoas que vão ao instituto com problemas de coluna e postura são depressivas. É comum se fecharem, corporal e mentalmente, e não melhorarem com facilidade. "Nossa intenção é, pelo corpo, chegar à mente. Casos de depressão,  tratamos associando o lado físico com psicologia ou psiquiatria. Tem de ser um conjunto, pois o ser humano é muito complexo", admite o fisioterapeuta.

Ele conta que essas pessoas têm perfil introspectivo e costumam recolher seus problemas no inverno, como se estivessem ruminando. Porém, quando chega a primavera, tudo que foi "armazenado" acaba explodindo em forma de ira. Ele diz que é preciso se cuidar para evitar esses extremos.

O tratamento consiste em consultas feitas uma vez por semana, com duração de uma hora. Cada uma sai por R$ 270.  São trabalhados o lado sensorial, estímulos do sistema nervoso central e posturas de correção neurológica do paciente. "A sessão pode ser toda semana ou não, isso dependerá de cada caso. Pois, muitas vezes, há pacientes que precisam de uma reorganização neurológica, o que leva mais tempo", admite.

Barreiros avisa que as pessoas não podem fazer o RPG-RPM sozinhas, pois é necessário que o fisioterapeuta acompanhe o processo para sentir quando a tensão diminui, por exemplo.

  • Após o tratamento, além de a postura melhorar e as dores desaparecerem, o especialista diz
    que o aciente passa a impressão de ter emagrecido e ficado com uma altura maior.

    Fonte: Uol.